Reanimação do Sorriso Após Paralisia Facial

A paralisia facial tem várias causas, podendo ser congenital (o paciente nasce com a deformidade), idiopática (sem causa conhecida), traumática, ou decorrente de sequela de cirurgia oncológica e otite média.

A mais frequente é a paralisia idiopática ou de Bell, como é conhecida. Ocorre devido ao edema do nervo facial no interior do canal ósseo no osso petroso maior.

A paralisia facial de Bell acomete um em cada trinta indivíduos no decorrer de sua vida. Existem trabalhos mostrando que a recuperação ocorre na maioria dos pacientes. Nos demais casos ocorre recuperação parcial com sequelas importantes e, quanto maior a idade, menor a chance de melhora satisfatória.

As técnicas mais utilizadas atualmente para reanimação da face paralisada são o “Cross-face nerve graft”, a transposição de músculo temporal, a neurorrafia entre o nervo hipoglosso e nervo facial lesado e o transplante microcirúrgico de músculo grácil.

Nossa preferência é a transposição ortodrômica do músculo temporal. Técnica desenvolvida pelo Dr. Daniel Labbé, com quem trabalhamos durante nossa estadia na França. Assim, para sorrir, o paciente realiza pequeno movimento de mordida, contraindo o músculo temporal e tracionando o canto da boca, realizando movimento de sorriso. Porém, com o treinamento adequado, o paciente pode voltar a sorrir de forma espontânea.

Da mesma forma, em paralisia congênita, utilizamos a transposição ortodrômica do músculo temporal. 

Uma das mais graves situações em paralisia facial é a Síndrome de Möebius, um tipo de paralisia congênita bilateral. Nestes casos temos empregado a transposição ortodrômica bilateral do músculo temporal.

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